A conta de luz tem pesado cada vez mais no bolso do brasileiro. Nosso país possui uma das maiores tarifas de energia do mundo, o que salga o orçamento familiar do cidadão todo mês. De acordo com o levantamento da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres, a Abrace, o aumento da conta de luz de 2014 a 2017 foi de 31,5%. Esse índice superou a inflação acumulada no mesmo período, que chegou a 28,86%, de acordo os dados do IBGE. A expectativa para 2018, é ainda pior: acredita-se que o encarecimento acumulado da conta de luz desde 2014 chegue a 44%.

Para fazer um parâmetro interessante, a tarifa de energia do Brasil é mais alta que a cobrada nos Estados Unidos e no México, países que utilizam proporcionalmente mais termelétricas, usinas que produzem energia mais cara que hidrelétricas, utilizadas para gerar a maior parte da energia consumida em nosso país.

Sem dúvidas, este cenário é preocupante. O valor das indenizações que precisam ser pagas às concessionárias de transmissão que aderiram à Medida Provisória n.º 579 de 2012 já vão onerar as tarifas entre 5% e 7% até 2025. O valor pago pelos consumidores é para ressarcir investimentos feitos por empresas que aderiram à renovação antecipada de contratos, em um programa para reduzir as tarifas.

Além desta questão, o uso constante de usinas térmicas pela estiagem recorrente dos últimos anos pressiona por novos aumentos. O estudo mais recente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) sobre o custo de energia, de 2017, apontava que a energia do Brasil era a quinta mais cara do mundo. Se não ocorrerem mudanças no setor, ela se tornará a mais cara do mundo, apontam estudos.

Há uma luz no fim do túnel?
De acordo com pesquisadores da área, o ideal seria que o Brasil fizesse como o Paraguai, que não está cobrando impostos, apenas o custo da geração, transmissão e distribuição, com redução de 50% no valor. O produto fica barato, gera empregos e impostos. Esses impostos gerados são utilizados para benefícios sociais.

Outra solução, é a adaptação para energias renováveis, como a Energia Solar Fotovoltaica, que vem crescendo de maneira expansiva em nosso país e atualmente possui opções de financiamento para quem pretende adquirir o serviço em sua residência, por exemplo.