Mais de 60% da eletricidade brasileira é produzida a partir de hidrelétricas, sistema antigo que está praticamente esgotado. Porém, depois de muito tempo descobrimos um enorme potencial na energia renovável. Atualmente, o líder no mercado de energia solar latino-americano é o Chile, mas, de acordo com o Guia Estratégico da GTM Research para a América Latina, tanto o México quanto o Brasil poderão ultrapassá-lo em instalações fechadas até 2018.

Nos dias 21 e 22 de junho, foi realizado em Campo Grande um seminário, onde o foco foi energia solar e neste evento, foram revelados dados importantes. Cerca de 89% dos brasileiros querem gerar energia renovável em casa, 79% querem instalar algum equipamento fotovoltaico para produzir energia solar e 85% dos brasileiros apoiam investimentos públicos para desenvolvimento do setor.

O número de instalações solares distribuídas cresce em passos largos no Brasil. Estudos do Plano Nacional de Energia 2050, em elaboração pela Empresa de Pesquisa Energética, estimam que 18% dos domicílios de 2050 contarão com energia fotovoltaica, 13% do consumo residencial. No aquecimento de água, a previsão é que 20% dos domicílios detenham coletores.

Para uma projeção mais rápida, até 2024, estimativa do Plano Decenal de Expansão de Energia, é que a capacidade instalada de geração solar no Brasil alcance 8.300 MW.

A falta de financiamento é um dos principais pontos abordados em seminários e congressos de energia solar, porém, linhas de crédito estão surgindo para incentivar a implementação deste sistema.